Aberta a Campanha da Fraternidade 2018

Promover a cultura de paz e buscar alternativas para que qualquer tipo de violência seja combatida integram os objetivos da Campanha da Fraternidade (CF) 2018, que foi lançada em coletiva de imprensa realizada na Cúria Bom Pastor, Garcia, nesta  tarde de Quarta-feira de Cinzas(14), data em que se inicia a Quaresma (quarenta dias antes da Páscoa).

O nosso Arcebisbo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, conduziu a coletiva e contou com as presenças do bispo auxiliar, Dom Hélio Pereira dos Santos, do presidente da Ação Social Arquidiocesana, diácono Itamar Mendes e da coordenadora da equipe da Articulação da ASA, Hildete Emanuele Souza. Em sua fala o arcebispo explica que o objetivo da campanha é promover a cultura da paz buscando uma vida de fraternidade como sugere o lema:” vois sois todos irmãos”. Além disso pensar formas de superar uma violência que, infelizmente, atinge e aflige a sociedade e com isso afeta a família, as crianças e jovens, as mulheres, os negros, pobres e em diversas formas.

“Deus nos criou para a paz, buscar promover a Justiça a Luz do Evangelho. No mundo de violência a igreja busca o contrário, promover a cultura da paz. Até no carnaval uma festa popular alegre e que milhões de pessoas participam, infelizmente, aumenta o número de mortes, o medo e a insegurança. A violência atinge toda a sociedade. Tem dados que comprovam que o Brasil registrou mais mortes violentas de 2011 a 2015 do que a Síria, país em guerra, em igual período e esses números são assustadores. E a nossa pergunta fica, o que vamos fazer? Seremos capazes de viver em uma sociedade justa e de amor?” disse o arcebispo.

Hildete Emanuele reforçou que os jovens, negros e pobres também são os mais atingidos pela violência, além de toda camada excluída da nossa sociedade.

” É nítido perceber que o medo impera nas pessoas. Esse medo faz até com que amigos se afastem. Temos medo de sair de casa, de conversar nas praças e em locais públicos. É uma violência visível, são arrastões, estupros, vítima de balas perdidas. Entretanto, não podemos perder de vista que existe uma violência estrutural, que é a grande desigualdade social” completou Hildete. Em continuidade a sua fala, a articuladora reafirmou o papel profético da igreja e as ações de superação da violência realizadas pela Ação Social Arquidiocesana, através do serviço prestado pelas pastorais sociais da nossa arquidiocese.

Para finalizar, o diácono Itamar Mendes ressaltou que, no dia 4 de fevereiro mais 550 pessoas representando as pastorais sociais, pessoas da igreja e sociedade civil estiveram reunidas em um seminário sobre a CF, promovido pela ASA que tratou sobre as diversas formas de violência e como superá-la. Na oportunidade foram promovidas treze oficinas como os temas: Intolerância religiosa, Exploração Sexual e Tráfico Humano, Violência contra a mulher: feminicídio, Homofobia, Ineficiência do aparato judicial (falta de acesso a justiça), Violência contra pessoas com deficiência, Violência contra o idoso, Violência contra crianças e adolescentes, Violência e juventudes, Violência no trânsito, Violência policial, Violência contra a população de rua e Violência no ambiente prisional. Os palestrantes juntamente com os participantes das oficinas estabeleceram ideias do que fazer para minimizar a violência contra esse público.

” Pensar nesta temática tão atual e também com o seminário que a ASA promove realizando oficinas para nos dar pistas de como ajudar a superar a violência só reafirma que a igreja está no caminho certo. Agora cabe a nós, cidadãos e cidadãs fazer a nossa parte, se permitir a conversão interior, a necessidade de uma renovação espiritual em cada um de nós, como nos convida a quaresma”, concluiu Itamar.

 

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